PENÉLOPE CRUZ

EMBAIXADORA DA LANCÔME
por/by: MáÁRIO DE CASTRO

EAU DE TOILETTE POUR HOMME VAP 2 x 75 ML· €69,00
Copyright: Txema Yeste for Lancôme © 2017

 

Pode contar-nos o que a sua relação com a Lancôme trouxe à sua vida?
É uma honra trabalhar com a marca que tanto admirei desde que era jovem. A minha mãe e a minha avó tinham alguns dos seus produtos e eu ficava fascinada ao ver as campanhas da Isabella Rossellini com o fotógrafo Peter Lindbergh em minha casa, em Alcobendas. Considero bastante impressionante poder trabalhar agora com eles e gosto muito deles. Estou muito grata à Lancôme por me ter dado a oportunidade de pertencer à sua família durante tanto tempo. Adoraria continuar no seio desta família por muitos mais anos.

Quais são os valores da Lancôme que a cativam mais e que gostaria de representar?
Qualidade, credibilidade e honestidade são três dos seus valores essenciais. A Lancôme é conhecida pela elevada qualidade dos seus produtos, tanto para a pele como na perfumaria. Alguns dos seus perfumes – La Vie est Belle, Terso… – constam entre os melhores em vários países do mundo há já algum tempo, o que é muito difícil de conseguir.

É muito interessante o que sugere sobre honestidade e credibilidade.
Sim, a Lancôme transmite uma imagem muito clara e sincera. Por exemplo, penso no slogan «Love Your Age!» da campanha Génifique. Considero muito honesto que a Lancôme tenha embaixadoras de todas as idades, desde os 20 aos 60 anos, e que não tente enganar, nem forçar uma pessoa a aparentar 20 anos quando tem 40. «Love Your Age!» não é só conversa; é realmente a filosofia da marca. Essa credibilidade torna grande a Lancôme e é muito importante para mim. Quando falo dos produtos que represento, faço-o com absoluta convicção. Vi esta empresa operar ao longo de sete anos e considero-a incrivelmente impressionante.

Tem algum fraquinho em especial por algum dos produtos da Lancôme?
Sempre tive um fraquinho pelo cheiro dos batons. São batons que cheiram a batom. Têm um aroma a pó de talco e apetece-nos comê-los. Quando os usamos, todo o nosso rosto ganha o perfume da rosa da Lancôme. Apesar de ter a certeza de que as fórmulas estão sempre a mudar, adoro que o cheiro seja praticamente o mesmo e espero que nunca mude. Para muitas pessoas como eu, leva-nos de volta ao passado, a um lugar muito agradável.

Sempre afirmou que gostava especialmente do perfume Trésor.
Claro, por causa do que disse anteriormente, porque me recorda de quando era criança e via as campanhas da Isabella Rossellini com o Peter Lindbergh. Além disso, foi o primeiro perfume que os meus pais me ofereceram e nunca me esqueci dessa enorme alegria. Qualquer pessoa consegue imaginar o impacto que teve em mim receber o convite para ser a estrela da campanha Trésor. Este perfume foi o primeiro que me tocou e está ligado a algumas experiências muito intensas e fortes. Sempre que falo de Trésor, faço-o com muito carinho: faz parte da minha vida.

Que memórias tem dessa primeira campanha do Trésor?
Fiz a campanha com o Mario Testino, no final de abril de 2010. Passei alguns dias inesquecíveis em Paris. Filmámos nas varandas do Hôtel Crillon e passei o tempo todo a abrir e fechar as portas dessas varandas e a acenar às pessoas lá em baixo. Por coincidência, fazia anos a 28 de abril e eles organizaram-me uma festa nas margens do rio Sena. Foi a primeira vez que representei Trésor, o lendário perfume da minha adolescência, e para mim era como se tivesse completado um ciclo mágico.

Sempre gostou muito das sessões fotográficas?
Um dos luxos de trabalhar com a Lancôme é que também consigo trabalhar com fotógrafos que admiro bastante. A Lancôme contrata sempre os melhores. Além de Peter Lindbergh ou Mario Testino, lembro-me também de Mert Alas e Marcus Piggott, por exemplo. São uns mestres, eu adoro fotografia e aprendo imenso com a técnica e olhar tão especial e único que cada um deles tem.

Tem alguma preferência entre as novas marcas da Lancôme?
Penso que La Nuit Trésor é incrível, tanto para o dia como para a noite, com uma t-shirt e jeans.

Como foi a experiência da sua última campanha para a Lancôme?
A minha última experiência foi filmar o último anúncio da linha Génifique com a Kate Winslet. Foi maravilhoso. Já tínhamos trabalhado juntas em outras campanhas Génifique e também partilhámos uma noite memorável na cerimónia dos Oscares onde ambas fomos premiadas. Temos uma grande química, rimos muito juntas e a campanha tratava de refletir essa cumplicidade. O anúncio que filmámos era uma mini-metragem em que nos abraçamos e beijamos imenso, é uma história de amor. Admiro muito a Kate, tal como admiro muito a Julia Roberts, apesar de não me considerar original: são duas das mais admiradas mulheres do mundo. E, em breve, vou filmar com a Lily Collins, que acho encantadora.

O tipo de atuação necessária para um anúncio é especialmente desafiante? Como é que a enriquece como atriz?
Quando atuo em anúncios como os da Lancôme, a chave é encontrar um equilíbrio. Por um lado, projeto uma imagem que, como embaixadora da Lancôme, está intimamente associada à minha própria imagem e personalidade. Mas por outro lado, preciso de criar uma personagem que se adeque à história, à fantasia do anúncio em si. Apesar de lá estar a minha essência, necessito da âncora de uma personagem mesmo quando protagonizo uma sessão fotográfica. Essa personagem dá-me mais liberdade quando atuo ou poso para um fotógrafo. Apesar de, claro, essa personagem em que me baseio não fazer sentido em determinados casos, como a campanha Génifique, em que participo com a Kate, e em que falamos ao público sobre esse produto. Ou no caso da campanha “Love Your Age!”, em que a mensagem de celebrar todas as idades e de honrar o seu lugar próprio não faz parte de uma personagem secreta em que trabalhamos mas é sim a resposta exata à maneira como necessitamos de ver as coisas. É uma mensagem muito real, da marca e nossa.

O que pensa que o seu círculo mais íntimo aprecia mais na Lancôme? Existe algum produto Lancôme que seja especialmente popular entre as suas amigas ou família?
As minhas amigas e família são grandes fãs dos produtos Lancôme. A linha Génifique tem muito sucesso: é impressionante como hidrata e refirma a pele; nota-se os efeitos em dois ou três dias de utilização. Outro produto que é um grande êxito é a máscara Grandiôse, da qual sou também embaixadora. Não é de estranhar que seja um dos produtos mais vendidos no mundo: além da enorme qualidade, é muito fácil de aplicar. Mas, em geral, a principal razão por que os produtos da Lancôme são especiais é porque oferecem o que prometem e as mulheres que os experimentam nunca ficam desapontadas. Fazem-no há muitos anos e é mesmo assim.

Considera que existe um tipo especial de mulher Lancôme que aprecia e usa os seus produtos?
Não penso que os produtos Lancôme sejam destinados a um tipo específico de mulher. É exatamente o oposto o que a marca consegue fazer. O seu mote é chegar a todo o tipo de mulheres, independentemente da idade, etnia ou cultura.

Como é que a sua forma de cuidar de si mudou com o tempo? Mudou a sua maneira de se maquilhar, vestir, usar perfume ou de comer?
Desde há alguns anos, especialmente desde que fui mãe, ganhei mais interesse pela nutrição, a pensar nos meus filhos, claro, mas também em mim. Devoro todo o tipo de bons livros e estudos sobre como seguir a melhor alimentação possível e pesquiso coisas que não me costumavam interessar. Uma boa alimentação é uma das melhores medidas preventivas de saúde que podemos tomar: muda tudo e coloca as peças do puzzle novamente no sítio. É esta a base. Se a base não for sólida, tudo o resto torna-se bastante mais complicado.

Que hábitos específicos fazem agora parte da sua alimentação?
Tenho alguns princípios muito claros: não fumar, beber água suficiente, praticamente não beber álcool, não seguir dietas e comer um pouco de tudo, desde que seja muito saudável. Desde que me tornei mais disciplinada na aplicação dessas regras na minha vida, apercebi-me de melhorias muito significativas: maior bem-estar, mais felicidade, mais energia e desejo de fazer mais exercício, o que se tornou uma maior prioridade. Tento organizar-me para ter tempo para fazer isto.

Uma combinação de exercício e uma boa dieta contribui muito para a aparência física.
Sim. Na verdade, quando me perguntam porque é que a minha pele está tão bem tratada, respondo sempre que a principal razão é a alimentação muito equilibrada, variada e cuidada que faço e que, já agora, não é nada aborrecida. E que, de facto, me faz desejar tornar-me melhor cozinheira e pasteleira.

Qual é a coisa mais importante para si nos seus cuidados de maquilhagem diários?
No que toca ao dia a dia, a hidratação da pele e dos lábios é o mais importante e um pouco de blush e eyeliner. Claro que quando me arranjo para um evento profissional, a maquilhagem torna-se mais importante. A caracterização de todas as personagens é outra história; depende do que a personagem necessita. Mas como costumo dizer, na minha vida diária, em casa, procuro o mais prático, não só a nível de maquilhagem, mas também de vestuário e calçado.

A sua vida profissional continua a fazê-la muito feliz. No ano passado, realizou um documentário, acabou de receber todo o tipo de aclamações pela sua atuação em A Rainha de Espanha, de Fernando Trueba, tem dois filmes prestes a estrear e este ano vai filmar uma série de televisão e outro filme. Vamos por partes. Em Escobar, realizado por Fernando León, desempenha o papel de Virginia Vallejo, a amante do narcotraficante colombiano Pablo Escobar, protagonizado por Javier Bardem.
Filmámos Escobar na Colômbia e foi uma experiência muito poderosa e intensa. As personagens eram muito atraentes, fortes e, em especial, muito conhecidas, e quase todas as pessoas já tinham uma imagem delas. Isto representou um desafio ainda mais interessante. Mas a questão da violência afetou-me de uma forma muito específica. Lidei com ela com uma enorme dose de responsabilidade. A chave era refletir a violência que existe no mundo do tráfico de droga de uma maneira muito realista no filme, essa violência não devia nunca parecer em qualquer momento como o tipo de violência superficial de um jogo de vídeo. Isso foi algo em que Javier se concentrou, ele que, para além de protagonizar Escobar, era também o produtor e envolveu-se neste projeto durante algum tempo. Ainda que, na verdade, não houvesse qualquer perigo disso acontecer: Fernando León nunca o teria permitido. Fernando adora a realidade, adora a verdade e é muito bom a transmiti-la. Ele não pensa que os flimes vão mudar o mundo, mas ao lidar com um um tema tão gigante como o de Escobar, sentimos que não se trata de uma brincadeira e queremos estar à altura da ocasião.

Pablo Escobar parece estar na moda. Foram feitos vários filmes e séries sobre ele recentemente.
Sim, não existe personagem mais provocadora de emoções. Há apenas um pormenor que distingue o nosso filme dos outros: Escobar também é uma história de amor. O filme incide bastante sobre o romance entre Escobar e Virginia Vallejo. Foi uma história muito complicada. Quando Virginia, a minha personagem, começou essa relação, não tinha ideia de onde se estava a meter e de como a sua vida iria mudar. Quando quis sair, percebeu que isso era impossível, que estava encurralada. A sua vida esteve muitas vezes em perigo. Virginia foi umas das personagens mais intensas que já desempenhei em toda a minha carreira.

Em Crime no Expresso-Oriente, a nova adaptação do romance de Agatha Christie, realizado por Kenneth Branagh, representa o mesmo papel que nada mais, nada menos, Ingrid Bergman desempenhou na versão de 1974, de Sidney Lumet.
Kenneth Branagh pediu-nos para não vermos novamente o filme de Lumet ou para, pelo menos, não fazermos nada semelhante. Queria começar de novo. Eu revi o filme, mas com um olho aberto e outro fechado, porque é verdade que fiquei muito impressionada por Ingrid Bergman ter desempenhado esse papel e por ter ganho um Oscar com uma atuação tão aclamada. Tentei seguir as instruções de Kenneth para esquecer tudo o que sabíamos e começar de novo. Ele realizou o seu próprio filme e apesar de a história ser bem conhecida, parecerá original. Além disso, é bem possível que muitas pessoas das gerações mais novas não tenham lido o livro ou visto o filme. Esse é um público muito interessante que poderá abordar o filme de uma perspetiva diferente.

O elenco é incrível: Johnny Deep, Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley, Michael Peña, Judi Dench, Derek Jacobi… Como se deu com colegas tão distintos?
É quase impossível ter uma relação melhor do que a que tivemos durante estas filmagens. Instalaram-nos todos juntos numa carruagem. No primeiro dia, fiquei bastante impressionada porque para onde quer que olhasse deparava-me com uma lenda. Mas ao fim de alguns dias, assim que me habituei à sensação, houve uma boa química entre nós e as filmagens foram muito divertidas. Durante a rodagem das cenas, havia momentos de silêncio, olhares e suspense. Mas desatávamos a rir entre elas.

Agora, pela primeira vez, vai filmar uma série de televisão em que protagoniza Donatella Versace.
É uma obra muito especial. Tenho uma longa relação com a casa Versace e Donatella é uma das pessoas mais generosas que conheço. Tenho uma enorme afeição por ela. Para mim, é importante que ela e a sua família fiquem satisfeitos com o resultado quando o virem.

A série centra-se em Donatella nos anos de 1990.
Sim, e tenho feito muita pesquisa, visto vídeos e as suas imagens dessa época. Não quero imitá-la, mas quero capturar a sua essência. Inspiro-me muito em Ryan Murphy, o realizador da série. É um mago da televisão e todos os atores que trabalharam com ele ficaram deliciados. É o realizador de muitas produções extraordinárias, como Nip/Tuck, Glee, The Normal Heart e American Crime Story.

Que diferenças encontrou entre a preparação para uma personagem de um filme e a de uma série?
Existe uma enorme diferença: numa série, que dura bastante mais, a personagem faz uma viagem mais longa e há tempo para a explorar a vários níveis. Será a primeira vez que vou poder fazer algo assim. É um incentivo impressionante e um excelente desafio.

Quão importante é o processo de preparação de uma personagem para si?
Essencial. Sem esse processo, o meu trabalho seria fraco. Tenho tendência a dar sugestões ao realizador sobre como representar a minha personagem, mas, como é natural, por vezes as minhas ideias são aceites e outras não. Porém, sem esse processo de preparação sentiria que o meu trabalho seria muito fraco.


Pode falar-nos um pouco sobre o filme que vai protagonizar com Javier Bardem, de Asghar Farhadi, o aclamado realizador iraniano de Uma Separação e O Vendedor?
Posso dizer que se trata de um thriller dramático e que vai ser filmado em Madrid, mas não posso contar nada da história. Estou ansiosa por iniciar esta aventura. Para mim, Farhadi é um dos melhores realizadores do mundo. Já tivemos várias reuniões. Sabia que era apaixonado, meticuloso e com um olho para o pormenor, e preocupa-se com o grande e o pequeno. Mas excedeu todas as minhas expetativas. De certa forma, a sua maneira de trabalhar lembra-me Pedro Almodóvar.

Em setembro, fez a sua estreia como realizadora de Soy uno entre cien mil [Sou um entre centenas de milhar], um documentário de 30 minutos sobre crianças que vivem com leucemia. Como foi essa experiência?
Incomparável. Foi uma das minhas melhores experiências.

Como surgiu este projeto?
Tudo começou com uma proposta da Viceroy e da Fundação Uno entre cien mil, que trabalha com crianças com leucemia. Foi criada por José Carnero, pai de uma dessas crianças que hoje está completamente curada.

O filme ter-lhe-á permitindo conhecer o dia a dia destas crianças.
Sim, passei vários meses com estas crianças e as suas famílias e depois filmei com elas durante oito dias. O processo de filmagem foi muito longo e difícil porque havia muito material acumulado.

Ficou impressionada com alguma criança em particular?
Apaixonei-me por Lucas. Fiquei impressionada com a sua força e sabedoria. É uma pessoa madura num corpo de oito anos. Passou por um verdadeiro trauma e dificuldades, mas ultrapassou-os e, graças a Deus, agora está bem. Um dos seus traços especiais é encorajar os outros a enfrentar qualquer desafio. Tem um enorme dom de ver o lado bom e positivo das coisas e encontra sempre uma razão para que tudo resulte. A sua história é tocante, como todas as outras que conheci. Quando conheci Lucas, disse para mim própria que não podia voltar atrás e que continuaria envolvida com esta fundação até ao fim.

A sua participação em El hormiguero, o programa de Pablo Motos na Antena 3, foi decisiva?
Sim, foi muito produtiva. Foi reunido dinheiro suficiente para financiar toda uma bolsa. Deixa-me muito feliz poder usar o meu trabalho para contribuir para causas tão válidas como esta.

O documentário pode ainda ser visto no iTunes.
Sim, e eu desafio as pessoas a fazer o download e vê-lo. É importante recordar que os lucros recebidos com os downloads vão diretamente para a fundação e destinam-se à pesquisa do cancro infantil.

Antes deste documentário, realizou duas curtas-metragens para a linha de lingerie de L´Agent que desenhou com a sua irmã Mónica para a Agent Provocateur.
Sempre sonhei com a realização. Uma vez, perguntei a Pedro Almodôvar se ele pensava que eu era doida em querer realizar e ele encorajou-me a fazê-lo desde que sentisse que esse desejo não me abandonava. Ainda não realizei um filme porque outras prioridades têm surgido no meu caminho. Mas o bichinho não me deixou, no máximo piorou e é incansável. E quando me sentir pronta e a vida mo permitir, gostaria de experimentar.

Tem alguma ideia sobre que tipo de filme seria? Tenho a certeza de que o filme seria humilde, em espanhol, sobre uma história que me apaixone e com boas personagens.

Quem admira como realizador?
Gosto dos filmes de Rebecca Miller, mulher de Daniel Day Lewis, Jane Campion e de Isabel Coixet.

Passaram oito anos desde a estreia de Abraços Desfeitos, a sua última colaboração com Pedro Almodóvar. Muitos de nós pensamos que passou demasiado tempo.
Pedro é muito mais do que um grande amigo meu. Faz parte da minha família e gosto muito dele. Essa seria uma razão mais do que suficiente para querer sempre trabalhar nos seus filmes. Mas além disso, considero-o um excelente realizador com quem me dou muito bem e que sabe conseguir o melhor de mim. Espero que, em breve, consigamos encontrar o projeto prefeito que nos junte novamente. Isso tornar-me-ia muito feliz.

O mote dos produtos Lancôme é chegar a todo o tipo de mulheres, independentemente da idade, etnia ou cultura.

PENÉLOPE CRUZ
Copyright: Txema Yeste for Lancôme © 2017

 

 

Na verdade, quando me perguntam porque é que a minha pele está tão bem tratada, respondo sempre que a principal razão é a alimentação muito equilibrada, variada e cuidada que faço e que, já agora, não é nada aborrecida. E que, de facto, me faz desejar tornar-me melhor cozinheira e pasteleira.

PENÉLOPE CRUZ
Copyright: Txema Yeste for Lancôme © 2017

 

 

PENÉLOPE CRUZ
LANCÔME AMBASSADOR

Can you tell us what your relationship with Lancôme has offered to your life?
It is an honour working with the brand that I have admired so much since I was a teenager. My mother and my grandmother had some of their products and I was fascinated watching the campaigns of Isabella Rossellini with the photographer Peter Lindbergh from my home in Alcobendas. I find it quite mind-blowing to now be working with them and I am very fond of them. I am very grateful to Lancôme for having given me the opportunity to belong to its family for such a long time. I would love to continue within this family for many more years.

Which Lancôme values captivate you the most that you would like to represent?
Quality, credibility and honesty are three of its essential values. Lancôme is known for the high quality of its products, both those for the skin as well as the perfumes. Some of its perfumes – La Vie est Belle, Trésor…– have been among the best in various countries worldwide for some time, which is very complicated to achieve.

It is very interesting what you suggest concerning honesty and credibility.
Yes, Lancôme conveys a very clean and very sincere image. For example, I think of the ‘Love Your Age!’ slogan in the Génifique campaign. I find it very honest that Lancôme has ambassadors of all ages, from 20 through to 60, and that in this sense it does not try to mislead, that it does not force anyone to appear 20 years old when they are 40. ‘Love Your Age!’ is not empty talk; it really is the brand's philosophy. That credibility makes Lancôme great and it is very important to me. When I speak well of the products that I represent, I do so with total conviction. I have seen this company operate from within for seven years and I find it increasingly impressive.

Do you have a particular weakness for any of the Lancôme products?
I have always had a weakness for the smell of lipsticks. They are the lipsticks that most smell like lipsticks, they have an aroma of talcum powder and you feel like eating them. When you put them on, your whole face gives off the smell of Lancôme rose. Even though I am sure the formulas are always changing, I love that the aroma is practically the same and I hope it never changes. To many people like me, it takes us back to the past, to a very comfortable place.

You have always said you are especially fond of the Trésor perfume
Of course, because of what I was saying before, because I remember as a little girl, I watched those campaigns of Isabella Rossellini with Peter Lindbergh. Not only that, it was the first perfume that my parents gave me, and I have never forgotten that immense joy. Anybody can imagine what an impact it was for me to be offered to star in the Trésor campaign. That perfume was the first one that touched me, and it is tied in with some very intense and powerful experiences. Every time I speak about Trésor, I do it with great fondness: it is part of my life.

What memories do you have of that first Trésor campaign?
I did it with Mario Testino, at the end of April 2010. I spent some unforgettable days in Paris. We filmed in the balconies of the Hôtel Crillon and I spent the whole time opening and closing the doors of those balconies and waving at the people below. It also happened that it was my birthday on 28 April and they organised a party for me beside the Seine River. It was the first time that I represented Trésor, the legendary perfume of my adolescence, and for me, it was like I had completed a magic circle.

You have always very much enjoyed the photo sessions.
One of the other luxuries of working with Lancôme is that I also get to work with photographers that I admire a lot. Lancôme always hires the best. As well as Peter Lindbergh or Mario Testino, I am thinking of Mert Alas and Marcus Piggott, for example. They are masters. I love photography and I learn so much from their technique and that eye, so special and unique that each one of them has.

Do you have any preferences among the new Lancôme brands?
La Nuit Trésor. I think it’s incredible, same for day and night, with a t-shirt and some jeans.

What was the experience like of your last campaign for Lancôme?
My last experience was filming the latest Génifique ad with Kate Winslet. It was wonderful. We had worked together on other Génifique campaigns and we also shared a very memorable evening at the Oscars ceremony where we both won awards. We have a great chemistry, we laugh a lot together and the campaign was all about reflecting that complicity. The ad we filmed was a mini-movie in which we hug and kiss a lot, it’s a love story. I admire Kate a lot, just like I admire Julia Roberts a lot, although I don’t think I’m original: they are two of the most admired women in the world. And soon, I will film with Lily Collins, who I think is enchanting.

Is the type of acting that an ad requires particularly challenging? How does it enrich your range as an actress?
When I perform in ads like those for Lancôme, the key is to find a balance. On the one hand, I project an image, which, as ambassador of Lancôme, is closely associated with my own image and personality. But on the other hand, I must create a character that serves the story, the fantasy of the actual ad. Although my essence is there, I need the reference of a character, even when I star in a photo session. That character gives me more freedom when I act or pose for a photographer. Although of course, that character that I refer to makes no sense in specific cases like the Génifique campaign, in which Kate and I are in, speaking to the public about that product. Or in the case of the ‘Love Your Age!’ campaign, where the message of celebrating every age and honouring its rightful place, is not part of a secret character that we are working with but rather is the exact response to the way we need to be seeing things. It is a very real message, from the brand and us.

What do you think your close circle appreciates most about Lancôme? Is there any one Lancôme product that is popular among your friends or family in a special way?
My friends and family are great fans of Lancôme products. Génifique is very successful: it is amazing how it moisturises and firms the skin; you notice the effects within two or three days of use. Another product that is a big hit is the Grandiôse mascara, for which I am also a spokesmodel. It is no surprise that it is one of the most sold products in the world: apart from its great quality, it is very easy to apply. But, in general, the main reason Lancôme products are so significant is that they offer what they promise and women who try them never feel disappointed. They have been doing it for many years and that is just it.

Do you think that there is a particular type of Lancôme woman who appreciates and uses its products?
I do not think that Lancôme products are intended for a specific type of woman. It is exactly the opposite that it manages to do. Its premise is to reach every type of woman, regardless of age, ethnicity or culture.

How has your way of looking after yourself changed with time? Is your way of putting on makeup, dressing, using perfume or eating changing?
From a few years up until now, especially since I became a mother, I have grown more interested in nutrition; thinking about my children of course, but also for me. I devour all types of good books and reports on what to do to follow the best nutrition possible and I research things that didn’t used to interest me. A good nutrition is one of the best preventive medicine measures that can be taken: it changes everything, it puts all the jigsaw puzzle pieces back into place. That is the basis. If that basis is not solid, everything else becomes far more complicated.

What specific habits are now part of your nutrition?
I have some very clear principles: no smoking, drinking enough water, hardly drinking alcohol, not following diets and eating a little of everything as long as it is very healthy. Since being more disciplined about applying these rules to my life, I have noticed very obvious improvements: greater well being, more happiness, more energy and wanting to do more exercise, which has become more of a priority. I try to organise myself so I have time to do this.

A combination of exercise and an optimal diet very much contribute to the physical appearance.
Yes, actually, when I’m asked why my skin is in such good condition, I always answer that the main reason is the very balanced, varied and sensible diet I have, and which by the way, is not at all boring. And in fact, it has also made me want to become a better cook and baker.

What is the most important thing for you in your everyday makeup care?
On a daily basis, moisturising is the most important, of the skin and lips, and a bit of blusher and eyeliner. Of course, when I get ready for a work event, makeup becomes more important. Every character’s makeup is another story; it depends on what that character needs. But as I say, in my everyday home life, I aim for the most practical, not just makeup, but also clothes and shoes. Your professional life continues to make you very happy. Last year, you directed a documentary, you have just received all types of praise for your performance in the “Queen of Spain”, by Fernando Trueba, you have two films about to be released and this year, you will film a television series and another film. Let’s talk about it in parts. In “Escobar”, directed by Fernando León, you play Virginia Vallejo, the lover of the Colombian drug trafficker Pablo Escobar, played by Javier Bardem.
We filmed “Escobar” in Colombia and that was a powerful and very intense experience. The characters are very attractive, very strong, and in particular, well known and nearly everyone has an image of them. That meant more of a very interesting challenge. But the theme of violence affected me in a very special way. I experienced it with a great amount of responsibility. The key was to reflect the violence that exists in the drug trafficking world in a very realistic way in the film, that the violence should not appear at any moment as superficial video game type violence. That was also something that Javier was focused on, who in addition to playing Escobar, was also producer and involved in this project for some time. Although really, there was no danger in that sense: Fernando León would never have allowed it. Fernando loves reality; he loves truth, and is very skilled at conveying it. It’s not that he thinks films are made to change the world, but when tackling such a massive subject like that of Escobar, you feel that it is no joke and you want to rise to the occasion.

Pablo Escobar seems to be in fashion. Recently, various series and films have been made about him.
Yes, there can’t a more thought-provoking character. There is one detail that distinguishes our film from the others: “Escobar” is also a love story. The film very much highlights the romance between Escobar and Virginia Vallejo. It was a very complicated story. When Virginia, my character, began that relationship, she had no idea what she was getting into or how her life was going to change. When she wanted out, she realised that it was impossible, that she was trapped. Her life was in danger many times. She has been one of the most intense characters that I have had to play in my entire career.

In “Murder on the Orient Express”, the new adaptation of the Agatha Christie novel directed by Kenneth Branagh, you play the character that Ingrid Bergman no less played in the 1974 Sidney Lumet version.
Kenneth Branagh asked us not to watch the Lumet film again, or at least, not to do anything similar. He wanted to start from scratch. I did go back and see the movie, but with one eye open and one eye shut, because it is true that I was struck enormously that Ingrid Bergman had played the character, and she had also won an Oscar for her role with plenty of recognition. I tried to follow Kenneth’s instructions to forget everything we knew and to start afresh. He has made his own film, and although the story is well known, it will appear very original. Also, it is very possible that many people from new generations may not have read the novel or seen the movie. That is a very interesting audience that can approach the movie in a different way.

The cast is incredible: Johnny Deep, Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley, Michael Peña, Judi Dench, Derek Jacobi… How did you get on with your distinguished colleagues?
It is almost impossible to have a better relationship than the one that we maintained during this filming. They put us all together in a train carriage. On the first day, I was fairly impressed because wherever I looked I came across a legend. But once I got used to the sensation after a few days, there was a very good chemistry between us and filming was so much fun. During the shooting of the sequences, there were many silent moments, looks and suspense. But we cracked up laughing between takes.

Now for the first time, you are going to film a television series in which you play Donatella Versace.
It is a very special piece of work. I have quite a long-standing relationship with the Versace house and Donatella is one of the most generous people I know. I have tremendous affection for her. For me, it is important both she and her family are satisfied with the result once they see it.


The series focuses on Donatella in the 1990s.
Yes, and I am doing a lot of research, looking at videos and her images of that period. I don’t want to imitate her, but I do want to capture her essence. I am hugely inspired by Ryan Murphy, the director of the series. He is a wizard of television and every actor who has worked alongside him ends up delighted with him. He is the director of some really extraordinary productions like “Nip/Tuck”, “Glee”, “The Normal Heart” and “American Crime Story”.

What differences have you found between preparing a character for a movie and one for a series?
There is a main one: in a series, which is far longer, the character has a longer journey and there is time to explore it on other levels. It'll be the first time that I will be able to do something like that. It is a terrific incentive and a lovely challenge.

How important is the preparation process of a character to you?
Essential. Without that process, my work would be weak. I tend to bring the director a suggestion about how to perform my character but, as is natural, sometimes my ideas are accepted others aren't. Yet without that preparation process, I would feel that my work would remain weak.

Can you tell us a little about the movie that you will be starring in with Javier Bardem by Asghar Farhadi, the acclaimed Iranian director of “A Separation and The Salesman”?
I can tell you that it is a drama thriller and that we will be filming in Madrid. But we can't tell you anything about the story. I am looking forward to starting this adventure. For me, Farhadi is one of the number one directors in the world. I think he is a genius and it is a privilege to be able to work with him. We have already had various meetings. I already knew that he was passionate, meticulous and with an eye for detail, and he cares very much about the big and small. But he has exceeded all my expectations. In some way, his way of working reminds me of Pedro Almodóvar.

In September, you had your debut as a director of “Soy uno entre cien mil” [I am one among one hundred thousand], a 30-minute documentary about children living with leukaemia. What was that experience like?
Unbeatable. It has been one of my greatest experiences. How did this project come about? It all began with a proposal from Viceroy and the Uno entre cien mil Foundation, dedicated to children with leukaemia. It was created by José Carnero, the father one of those children who actually is now completely recovered.

The film would have allowed you to really discover the everyday life of these children.
Yes, I spent several months with these children and their families and then I filmed with them for eight days. The shooting process was very long and hard work because there was a lot of accumulated material.

Were you impressed with any one child in particular?
I fell in love with Lucas. I was impressed with his strength and wisdom. He is a mature person in a little 8-year-old’s body. He has suffered genuine trauma and hardship but has overcome them and thank God, he is now well. One of his special traits is to encourage others facing any challenge. He is super gifted at seeing the good and positive side of things and always finds a reason for something to turn out well. His story is moving, as are all these others I met then. Once I got to know him, I told myself there was no going back, and that I would continue to be involved with this Foundation until the very end.

Was your visit to El hormiguero, the Pablo Motos programme on Antena 3 decisive?
Yes, it was very productive. Enough money was raised to finance an entire scholarship. It makes me very happy to be able to use my work to contribute to such worthwhile causes like this one. The documentary can still be seen on iTunes. Yes, and I encourage people to download it and watch it. It is very important to remember that the funds received from downloads go straight to the Foundation and are intended for child cancer research.

Before this documentary, you had directed two short films on the lingerie collection of L´Agent that you designed with your sister Mónica for Agent Provocateur.
I have always dreamed of directing. I did once ask Pedro Almodóvar if he thought I was crazy to want to direct and he encouraged me to do it as long as I felt the urge didn’t leave me alone. I haven’t directed a feature film yet because other priorities have crossed my path. But the bug hasn’t left me; if anything, it has got worse and is relentless. And when I feel ready and life allows it, I would like to try it.

Have you any idea what type of movie it would be?
I am certain that the movie will be humble, in Spanish, about a story I feel passionate about and with good characters.

Who do you look up to as filmmakers?
I like the movies being made by Rebecca Miller, Daniel Day Lewis’s wife, Jane Campion and Isabel Coixet.

It has been eight years since the debut of “Broken Embraces”, your last starring role with Pedro Almodóvar. Many of us think it has been too long.
Pedro is far more than a great friend of mine. He is part of my family and I have a great fondness for him. That would be enough of a reason to always want to work in his films. But also, I find he is an outstanding filmmaker who I get on with fantastically and who knows how to bring out the best of me. Hopefully, we will find the perfect project soon that will bring us back together. That would make me very happy.

Thylane Blondeau©Jonas Bresnan
Copyright: Txema Yeste for Lancôme © 2017

Lancôme premise is to reach every type of woman, regardless of age, ethnicity or culture.

 

 

 

 

Thylane Blondeau©Jonas Bresnan
Copyright: Txema Yeste for Lancôme © 2017

When I’m asked why my skin is in such good condition, I always answer that the main reason is the very balanced, varied and sensible diet I have, and which by the way, is not at all boring. And in fact, it has also made me want to become a better cook and baker.